terça-feira, 5 de junho de 2012

Muito bem pelas atividades de 2012 (1º A e 1º B)!!!
Que lembremos sempre da diversidade do Brasil. Que saibamos distinguir o preconceito e afastá-lo das práticas. Que tentemos identificar a brasilidade. Que deixemos os muros abertos. Que a imagem de liberdade fique menos borrada. Que a partida seja menos oportunista. Que delimitemos o conceito vazio da lei e a prática transbordada da permissividade. Que a chegada seja transparente.
E, vamos em frente para a Cultura!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Caros alunos (1º A e 1º B),

Estamos aqui para convidá-los a pensar um pouco – de forma muito exploratória – sobre a nossa formação cultural. Para essa viagem divertida, escolhemos um capítulo do livro do grande cientista social Darcy Ribeiro, que tem o título sugestivo de “O Povo brasileiro” (Capítulo IV – Os Brasis na História). Se a ciência é incapaz de responder de onde viemos e para onde vamos, – um campo de entrecruzadas batalhas entre o senso comum e científico – entretanto, temos habilidades para estudar e pesquisar sobre os arranjos da vida cultural. Logo, como BRASILEIROS, quais matizes nos definem como processo cultural? Índios, portugueses e negros, como se deu o intercâmbio cultural? Claro, não DEVEMOS esquecer que nesse conjunto – denominado Brasil – tivemos relações mediadas pelo domínio extremamente violento de uma categoria oficializada como indivíduos e outros como não-indivíduos. Então, Americano (somos americanos) X Europeu X Africano, foram os protagonistas de uma agonia em busca de uma Nação, e, cada uma dessas etnias teve papéis conflitantes, no intuito de uma posterior “unidade” Nacional. Bem, temos como desafio tentar entender: quais lutas foram travadas? Quem permanece em “berço esplêndido” e quem não “foge a luta” do dia-a-dia?

Agora, deixo com vocês e que tenhamos uma nova resposta para a antiga questão: quem é o Brasil+++eiro e não quem descobriu o Brasil. 


“É simplesmente espantoso que esses núcleos tão iguais e tão diferentes se tenham mantido aglutinados numa só nação. Durante o período colonial, cada um deles teve relação direta com a metrópole e o "natural" é que, como ocorreu na América hispânica, tivessem alcançado a independência como comunidades autônomas. Mas a história é caprichosa, o "natural" não ocorreu. Ocorreu o extraordinário, nos fizemos um povo‐nação, englobando todas aquelas províncias ecológicas numa só entidade cívica e política.” (Ribeiro, 1995, p. 271)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Excelente!!! Pontual e estimulante para as próximas postagens. O que quer dizer: "Aracaju: cidade da qualidade de vida?" Alguém mais para a discussão?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Caros alunos,

Estamos de volta ou de volta estamos: bem, como iniciamos uma discussão sobre a vida urbana, gostaria que fizessem um comentário sobre nossa Aracaju... a trazer instigações sobre os sinais de modernidade, imagens de desigualdades, enfim, treinassem o agudo senso sociológico adolescente... Sabem, aquilo que não mais enxergamos, pela aridez do costume, - não digo idade, tá, tenho síndrome de Peter Pan e, ainda, acredito em fadas - brincadeiras a parte, vamos mapear um dado (qualquer coisa) e descrever a sua singularidade nas ruas, porque nessas idas e vindas, "ainda", temos vida urbana.
    O fugaz que salta aos olhos, às vezes, fica adormecido no coração.
    Não  esqueça: somos as veias dessas ruas magras, comprimidas no tempo artificial, quase obstruídas pela diagramação das pedras...
    Agora, é a vez de deambularem... Bom Proveito.

A uma passante

A rua em derredor era um ruído incomum,
longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;
Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala o frenesi que mata.
Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
So te verei um dia e já na eternidade?
Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!
 
Charles Baudelaire (Trad. Paulo Menezes)
                 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

HINDUÍSMO

O hinduísmo é considerado uma filosofia de ordem religiosa que engloba tradições culturais, valores e crenças obtidas através de diferentes povos. Passando por constantes adaptações até chegar ao que se conhece hoje, o Hinduísmo foi dividido em fases para melhor apresentar sua história.

Na primeira fase, chamada de Hinduísmo Védico, cultuava-se deuses tribais como Dyaus (deus do céu, deus supremo) que gerou outros deuses. Na segunda fase, a partir de adaptações de outras religiões, surgiu o Hinduísmo Bramânico que cultuava a trindade composta por Brahma (divindade da alma universal), Vishnu (divindade preservadora) e Shiva (divindade destruidora).

Terceira Fase: No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa nascida na Índia, mas a partir do século 13 este termo ganhou uma conotação religiosa, tornando-se sinônimo de "nativo não-convertido ao Islamismo".

A influência muçulmana se faz sentir dentro da ritualística hindu, pois uma das características marcantes do Hinduísmo é sua capacidade de absorver novos elementos e agregá-los ao seu sistema de crenças. Isso também ocorre quando, no século 18, o Cristianismo se insere no universo indiano, pela influência predominante dos colonizadores franceses.

Este Hinduísmo híbrido também se divide em várias correntes, cujos expoentes são gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda (1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas correntes têm em comum é a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.

Por força dessa nova fase, a própria organização social da Índia - em sistema de castas -, começa a perder o sentido, pois existe um clamor ético por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido no Ocidente como chefe político, mas venerado na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto da Ahimsa (o princípio da não-violência), apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo.

Hoje, o Hinduísmo é a crença predominante na Índia. Mais do que uma religião, ele se caracteriza como uma tradição cultural, que engloba modo de viver, ordem social, princípios éticos e filosóficos.

Fundamentos Importantes

* Para o Hinduísmo, as pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. A trajetória desse espírito depende das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma.

* Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

* Os rituais se compõem de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação / contemplação da divindade, e o Puja (oferenda).

* A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se poderia ofertar algo que fosse "sujo".

* As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito, língua "morta" que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Essas preces recebem o nome de mantras. Os mantras são dirigidos a diversas divindades, ou estimulam qualidades pessoais. Em geral, são entoados 108 vezes, e para sua contagem utiliza-se o japa-mala (colar de contas), uma espécie de "rosário", confeccionado em sândalo ou com sementes de rudraksha (árvores consideradas altamente auspiciosas pela tradição indiana).

* O mantra mais importante é o OM, "sílaba sagrada" que representa o próprio nome de Deus. OM é a semente de todos os mantras e princípio da criação. Foi dele que derivou toda a matéria - neste aspecto, podemos até traçar um paralelo com o gênesis da Bíblia: "E o som se fez carne".

Os Deuses

- Brahma é considerado a força criadora do universo.

- Vishnu é responsável pela manutenção do universo.

- Shiva é conhecido como o transformador e/ou o destruidor do universo.

As beldades e seguidores do hinduísmo

- Ganesha tem cabeça de elefante e corpo de humano é símbolo dos obstáculos e das soluções lógicas.

- Kali, mais conhecida como a Mulher Negra, é a deusa da morte e da sexualidade, além de ser ao mesmo tempo a fonte da juventude e da natureza.

- Lakshmi é a deusa do amor, da beleza, da riqueza e da generosidade para com seus seguidores.

- Parvati é o deus da renovação e da transformação.

- Sarasvati é a deusa da inteligência, da música, da sabedoria e talvez uma das mais belas de todas.

Escrituras hindu

- Bagavadguitá é uma escritura sagrada onde a Canção de Deus é a parte mais imprtante.

- Maabárata é popularmente conhecido como a escritura sagrada mais importante da Índia moderna.

- Ramáiana é a escritura sagrada mais popular da Índia antiga.

- Upanixades é uma coleção de textos sagrados sobre filosofia e meditação.

- Vedas é composta por Rigveda, Samaveda, Yajurveda e Atarvaveda, as quatro obras sagradas do hinduísmo.

- Yoga Sutras é a base literal da ioga que conhecemos hoje.

Sistema de Castas da Índia

Através deste sistema antigo os casamentos são arranjados pelas famílias indianas onde somente pessoas da mesma casta, cuja raça é semelhante, podem se casar. O casamento entre raças diferentes é proibido na Índia e, por punição, o casal e seus filhos são considerados impuros*.

O Sistema de Castas é divido em quatro partes, de acordo com o corpo do super deus Brahma: boca (sábios), braços (governantes), estômago (comerciantes) e pés (trabalhadores comuns). Além destes, existem os *intocáveis – impuros – que são a poeira sob os pés de Brahma. Estes são as pessoas mais desprezíveis de todo o sistema, no qual nunca poderá participar.

A cosmologia do hinduísmo também explica, além da origem do mundo, sua organização social. Segundo os Vedas, 3 divindades são responsáveis pelos ciclos de criação e destruição do Universo: Brahma cria, Vishnu preserva e Shiva o destrói para que o ciclo recomece. Para criar o mundo e os humanos, Brahma fez dois deuses de si: Gayatri e Purusha, o homem cósmico de onde foram feitas todas as coisas. Mas, enquanto alguns homens nasceram da boca de Purusha, e se tornaram sacerdotes, outros nasceram dos pés, e se tornaram os escravos da sociedade indiana.

O exemplo da sociedade hindu é apenas mais um exemplo de como os mitos sobre a criação do Universo fazem bem mais que resolver questões existenciais ao estabelecer relações de poder e detalhar códigos de conduta. O que faz deles ferramentas importantes para a coesão social, como parte indispensável da cultura e da identidade de um povo.

Alunos: Yanka, Fernanda, Rayssa, Lúcia, Thayse, Thayna, Bruna, Rafaela, Caio, Luana.

Intolerância Religiosa

Desde a sua existência, a humanidade procurou respostas para suas questões. Nesse contexto surge a religião que é um conjunto de crenças que busca encontrar um significado e o propósito definitivo para a vida, geralmente centrado em rituais à um ser (ou seres) sobrenatural.

Durante a história, surgem várias religiões com o objetivo de explicar causas que até então eram desconhecidas, principalmente as causas dos fenômenos naturais. Tais religiões tiveram ascensão em diferentes porções do planeta, influenciando de forma direta na vida dos praticantes. Exemplo: na Índia, a religião hegemônica é o hinduísmo que é marcado pelas diversas restrições que cercam seus praticantes, como a proibição da mostra dos ombros no caso das mulheres.

A intolerância religiosa é a aversão à crenças diferentes, se caracterizando também por ser uma forma de preconceito que muitas vezes chega a tornar-se excessiva. Um bom exemplo dessa prática foi o ataque talibã (islamismo) às duas gigantescas estátuas de Buda em Bamiyan em 2001, nesse mesmo ano ocorreu outro ataque religioso, mas precisamente dos terroristas ao extremo (Al Qaeda) às torres gêmeas nos Estados Unidos, que serviu como um sacrifício vivo dos muçulmanos à Alá.

Alunos: Yanka, Fernanda, Rayssa, Lúcia, Thayse, Thayna, Bruna, Rafaela, Caio, Luana.