Artigo I
De acordo com o artigo I da
Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem, “Todas as pessoas nascem
livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e
devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”; o que muito
contradiz com a realidade vivida pela sociedade.
Se, desde o nascimento, fossemos
dotados dos mesmos direitos, o que explica tanta desigualdade em questões
básicas na vida do homem, como saúde, educação, moradia e segurança?
Com relação à saúde, pode-se
associar “saúde pública” com “caos”, já que a falta de investimento por parte
do governo não permite oferecer saúde de qualidade À população. As
conseqüências são a falta de médicos, super lotação dos hospitais, falta de
remédios e o sofrimento de quem precisa de atendimento.
Enquanto essa grande parcela da
população clama por atendimento, uma minoria usufrui de atendimento rápido e de
qualidade, coisa que o dinheiro pode comprar.
Fora a saúde, o homem necessita
também de educação, algo essencial na formação de um cidadão, mas que, assim
como a saúde publica, é bastante precária; e o contraste entre a pública e a
particular é extremamente notável.
O pobre, estudante de escola
pública, ainda é minoria dentre os aprovados em instituições de ensino
superior; Isso quando não se vê obrigado a abandonar os estudos para trabalhar.
Moradia e segurança de qualidade
também são privilégios de poucos, já que infelizmente, são adquiridos com
dinheiro e não como um direito registrado por lei.
A segunda frase do artigo I
destaca a relação do homem na sociedade, onde nós, dotados de razão e
consciência, devemos agir em relação uns aos outros com espírito de
fraternidade. Algo que nos tempos de hoje se tornou bastante incomum.
Isso se deve ao crescimento dos
atos de violência e discriminação, que geralmente se dão por: preconceito a
raça, origem e opção sexual.
Algo que muito contradiz um
artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem não deveria
acontecer com tanta freqüência. Não sem receber devida punição, pelo menos. Mas
como hoje em dia esses artigos são como panfletos entregues na rua, que ninguém
Le, ninguém liga, quem vai voltar seus olhos a essas contradições? A justiça?
Sem, supostamente deveria, mas não é o que apresenta a realidade.