segunda-feira, 13 de junho de 2011

Candomblé

Alunos: Antônio Bispo, Edgar Vieira, Felipe Miguel, Jeferson Natan, Matheus Carvalho, Rômulo Lamerck, Talles Pina e Ycaro Rafael.

Professora: Josevânia Data: 14/05/2011

Disciplina: Sociologia Série: 1° B

C

andomblé é uma religião panteísta onde se cultuam os orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Cada nação africana tem como base o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como babalorixá no caso dos homens e yalorixá no caso das mulheres.

A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás, Inquices, Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.

Diz Clarival do Prado Valladares em seu artigo «A Iconologia Africana no Brasil», que o “surgimento dos candomblés com posse de terra na periferia das cidades e com agremiação de crentes e prática de calendário verifica-se incidentalmente em documentos e crônicas a partir do século XVII". O autor considera difícil para “qualquer historiador descobrir documentos do período anterior diretamente relacionados à prática permitida, ou subreptícia, de rituais africanos”. O documento mais remoto, segundo ele, seria de autoria de D. Frei Antônio de Guadalupe, Bispo visitador de Minas Gerais em 1726, divulgado nos «Mandamentos ou Capítulos da visita».

Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.

O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

Ø Nagô ou Iorubá

· Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português)

· Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo

· Ijexá principalmente na Bahia

· Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo

· Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão

· Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).

Ø Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de línguas Bantu, Kikongo e Kimbundo.

· Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios)

Ø Jeje A palavra Jeje vem do yoruba adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomey e pelos povos Mahis ou Mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubas para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahis eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou povos Savalu do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savé" que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savé (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomey ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte.

· Jeje Mina língua mina São Luiz do Maranhão

ü Sincretismo

No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão. Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram frequentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás. Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso. Nos últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos Africanos.

Hierarquia

· No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados por tipo de iniciação ao sacerdócio.

· Culto de Ifá participam tanto homens quanto mulheres, sendo um Culto patriarcal conduzido pelos Babalawos.

· Cultos aos Egungun participam tanto homens quanto mulheres, sendo Culto patriarcal que lida diretamente com a ancestralidade, conduzidos pelos Ojés.

· Candomblé Ketu participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens {Babalorixás) quanto por mulheres (Iyalorixás), entram em transe com Orixá.

· Candomblé Jeje participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens quanto por mulheres Vodunsis, entram em transe com Vodun.

· Candomblé Bantu participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens quanto por mulheres inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.

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ü Mudança de hábitos e costumes

As casas de candomblé são frequentadas e habitadas por um número variável de pessoas, pode variar de 20 a 300 pessoas dependendo do tamanho da casa e da ocasião ou do evento. Fora do período de festas na casa só ficam as pessoas residentes, mas nas obrigações e festas além dos residentes virão os outros filhos-de-santo da casa, os visitantes e convidados. Quanto maior o número de pessoas, maior será a preocupação com a higiene e alimentação. Os animais são abatidos pelo Axogum e limpos, as comidas são preparadas sempre sob a vigilância da Iyabassêencarregada da cozinha e responsável pela qualidade dos alimentos tanto para os Orixás como para as pessoas.

A maior preocupação nas casas de candomblé e das outras religiões afro-brasileiras sempre foi com as doenças infecciosas principalmente a tuberculose e hepatite, por serem transmissíveis através de copos e talheres, por esse motivo cada filho da casa deve ter seu prato e canecaidentificados, iyawos durante o período de recolhimento não usam talheres só passam a usá-los depois da caída de quelê.

A higiene com pratos, talheres e copos sempre foi constante. Nos tempos modernos quando já existem os materiais descartáveis ficou um pouco mais fácil de lidar com o problema. Com o surgimento de novas doenças como HIV ou Aids muitos hábitos e costumes do candomblé tiveram que ser mudados. Na iniciação os Iyawos tinham suas cabeças raspadas e curas feitas por uma única navalha que a Iyalorixá recebia de sua mãe-de-santo quando da posse do cargo, isso passou a ser feito com mais cuidado, adotando-se navalhas individuais ou descartáveis. Um dos maiores problemas enfrentados nas casas de candomblé tem sido com a dengue, principalmente nas regiões onde os focos do mosquito estão sendo combatidos.

ü Fontes:

· http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9

· http://ocandomble.wordpress.com/

· Enciclopédia Edipe.

· Alguns Vídeos do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Lvf-EHIhzvc - http://www.youtube.com/watch?v=SsPKDdP2lys

· Dicionário Aurélio.

Intolerância Religiosa

Desde a colonização, quando os negros foram seqüestrados do território africano e foram trazidos como mão-de-obra escrava para o Brasil, que seus valores, sua cultura, sua religião, enfim, suas heranças africanas lhes foram arrancadas. A orientação oficial da igreja que justificava a escravidão naquela época era o argumento de que os negros não tinham alma e não tinham uma religião; portanto, podiam ser desrespeitados e escravizados (fatos que os livros didáticos no Brasil não mostram). Assim, o negro teve que abrir mão de sua religião, de seus costumes, de seus valores, de sua visão de mundo, de sua visão de sociedade e de Estado para enfrentar uma realidade de perseguição aqui no Brasil.

A primeira reação dos negros contra a intolerância religiosa foi uma estratégia de resistência conhecida como sincretismo religioso, ou seja, o negro escondeu a prática de seus valores religiosos por meio da prática da religião do seu dominador, só assim podia cultuar seus orixás, os comparando aos santos cultuados pelos portugueses. Assim surgiram o candomblé e a umbanda no Brasil como forma de resistência dos cultos afros, que continuaram sendo historicamente perseguidos e só obtiveram, assim como outras manifestações religiosas no Brasil, seus direitos adquiridos a partir da Constituição de 1988, que possui um capítulo que assegura aos brasileiros o direito e a forma de manifestar livremente a sua religião.Esse atraso no conhecimento levou à falta de com preensão, de informações desses direitos para a maioria das pessoas o que permitiu o crescimento da intolerância religiosa que é uma das questões centrais que a humanidade enfrenta hoje não só no Brasil, mas em quase toda parte do planeta.

Nesse contexto, a união é importante para que se possa sobreviver à intolerância religiosa. O povo-de-santo deve se unir e lutar pela convivência pacífica e tolerante entre as religiões, pois foi através da união que seus antepassados conquistaram seus direitos perante a Constituição Federal, que assegura a liberdade de crença, o exercício dos cultos religiosos e a proteção do Estado às manifestações das culturas populares dos índios,dos afro- religiosos e de outros grupos que fazem parte do processo de civilização do Brasil.

Alunos: Antônio Bispo, Edgar Vieira, Felipe Miguel, Jeferson Natan, Matheus Carvalho, Rômulo Lamerck, Talles Pina e Ycaro Rafael.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Intolerância Religiosa



A atitude ou ato que caracteriza a falta de vontade , em reconhecer as diferentes crenças religiosas de outros indivíduos pode ser reconhecida , como intolerância religiosa .

Esta doença que já causou tanto sofrimento à humanidade que tantas vidas ceifou , que tantos órfãos deixou que escravizou tantos mundo a fora simplesmente pela idéia que pessoas que se dizem esclarecidas tinham de que suas crenças, sua fé e suas maneiras de entender ou se aproximar de Deus era melhor, mais eficaz que as demais, pode ser entendida como a mais cruel forma de preconceito que já existiu.

No Brasil pode-se constatar a intolerância religiosa através da igreja católica com o início da colonização através da religião no processo de catequização dos índios pelos jesuítas com a negações das crenças e da fé já arraigada na sociedade com objetivo de controlar e manter os índios sobre controle .

Mais tarde a intolerância foi marcada pela negação da religiosidade dos irmãos africanos quando trazidos para cá na condição de escravos.A própria igreja usa como justificativa a afirmativa de que os índios e negros não tinham alma nem religião , por isso , seus valores seus costumes suas crenças ,foram ignorados.

O controle da igreja ao longo da história em relação as outras culturas e a religião foi muito rigoroso, injusto e cruel com a humanidade , a exemplo , a perseguição sofrida pelos Judeus , como prisões ilegais , espancamentos , execuções , negação de direito e etc.

A intolerância religiosa não é fato passado, infelizmente nos tempos atuais ainda se presencia um algumas religiões atos preconceituosos , tais como o fato de determinada religião não permitir a transfusão de sangue , outra não concordar com o uso de anti conceptivos e o uso de células troncos e a união entre pessoas de mesmo sexo.

Em pleno século XXI será que a humanidade ainda precisa usar dos mesmos artifícios que os irmãos negros? Ou agir como os homossexuais , ir a luta , combater os preconceitos e garantir seus direitos? Porque abrir mão de avanços de trouxeram tantos benefícios para humanidade , amenizando sofrimentos , dando qualidade de vida e felicidade?!

A intolerância religiosa precisa ser extinta ,o ser humano precisa viver com mais humanidade, ter não tão somente o direito de escolher sua religião mas o direito à vida , a cidadania ,a liberdade de expressão , direito a educação de qualidade, a saúde , a lazer , a ir e vir com segurança , pois o medo que fez com que muitos abrissem mão de suas idéias , voltassem atrás nas suas atitudes , obedecessem para garantir no futuro sua afirmação , sua crença.


Grupo :
Dalila
Jamile
Jéssica
Jullievans
Marília
Mayana
Stephanie
Patrícia
Willian


Obs: não foi possível postar o slide

Judaísmo: À Espera do Messias

A seguir, a pesquisa textual sobre a religião judaica feita por Vinícius Fernando, Victor Fernando, Thales Mikael, Rodrigo Gabriel, Rafaela Andrade, Laís Síntique, Juliana Ramos, Fernanda Katherinne, Daiana Andrade e Bianca Leite, estudante do 1º ano "A" do Ensino Médio, em maio de 2011.

O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de doze a quinze milhões de seguidores. Atualmente, a maioria dos judeus vive em Israel e nos EUA. Na Europa, a maior comunidade judaica encontra-se na França. O judaísmo não é uma religião missionária, que procura converter pessoas. Entretanto, aqueles que se convertem devem obedecer à lei judaica da mesma forma.

O começo do judaísmo como uma religião estruturada acontece com a transformação dos judeus em um povo influente através de reis como Salomão, que construiu o primeiro templo em Jerusalém. Mas em cerca de 920 a.C, o reino de Israel se dissolve, e os judeus começam a se dividir em grupos: a época chamada de Era dos Profetas. Em cerca de 600 a.C, o templo é destruído e a liderança israelita assassinada. Vários judeus foram enviados para a Babilônia. Apesar de alguns serem autorizados a retornar a casa, muitos permaneceram no exílio, formando aí a primeira Diáspora, que significa “viver afastado de Israel”. Todos os judeus têm uma forte ligação com Israel, que seria a terra prometida por Deus a Abraão.

Segundo eles, existe somente um Deus, todo-poderoso que criou o universo e tudo o que nele há. Os judeus acreditam que Deus tenha uma relação especial com o seu povo, consolidada no pacto que fez com Moisés no Monte Sinai, 3,5 mil anos atrás. O local de culto dos judeus é a sinagoga. O líder religioso de uma comunidade judaica é chamado de rabino. Ao contrário de líderes de outros credos religiosos, o rabino não goza de status religioso especial. O dia da semana sagrado para os judeus é o sábado, que começa com o pôr do sol na sexta-feira e termina com o pôr do sol no sábado. Durante esse dia, os judeus tradicionais não fazem nada que possa ser considerado trabalho. Entre as atividades proibidas estão dirigir e cozinhar.

Analistas definem a essência de ser judeu como participar de uma comunidade judaica e viver de acordo com as tradições e leis judaicas. Tanto o cristianismo como o islamismo - até certo ponto - derivam do judaísmo. O judaísmo não estabelece doutrinas, mas é uma religião que segue a Torá, interpretado como a orientação de Deus através das escrituras. Os judeus vivem sob um pacto com Deus, segundo eles, não para benefício próprio, mas para o benefício de todo o mundo. O grande estudioso do judaísmo, Hillel, resumiu assim o significado da religião: "Não faça a seu próximo aquilo que não gostaria que fosse feito a você. Esse é o centro da lei judaica, os restos são meras observações".

A Torá, ou a Bíblia hebraica, que é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reúne especialmente os cinco primeiros livros da Bíblia cuja autoria é atribuída a Moisés, o chamado Pentateuco. Pelo menos uma cópia da Torá, em hebraico, é guardada em cada sinagoga em forma de pergaminho. O símbolo do judaísmo é a estrela de Davi. No judaísmo, o principal festival é o chanuká, o festival das luzes, e é comemorado com a preparação de tradicionais bolos de batata e muitas velas acesas. O chanuká é interpretado hoje em dia como um símbolo da sobrevivência do povo judeu. Em países cristãos onde o Natal é a festa mais importante no fim de ano, o chanuká tornou-se uma espécie de equivalente judaico. É comum presentear as crianças nessa época.

Os judeus acreditam na existência de somente um Deus que criou o universo e continua responsável pela sua manutenção. Segundo o judaísmo, Deus sempre existiu e sempre vai existir. Ele não pode ser visto ou tocado. Entretanto, Deus pode ser conhecido através do louvor e se pode chegar mais perto de Deus através de estudos e a prática da fé. Afirma que Deus separou os judeus como povo escolhido para servirem de exemplo para o resto da humanidade. Deus deu a Torá aos judeus como uma guia para obediência e uma vida santa que Ele quer que os judeus tenham. Os judeus acreditam que o "Messias", que é uma pessoa particularmente enviada por Deus, um dia virá ao mundo. A chegada do Messias vai trazer consigo uma era de paz.

Os judeus têm certos preceitos que constituem a sua definição de Deus. São eles:

Deus não pode ser dividido em diferentes pessoas, como se crê no cristianismo.

Judeus devem adorar somente um Deus e não outros deuses.

Deus está acima de qualquer coisa.

Deus não tem um corpo, ou seja, não é masculino, nem feminino.

Ele criou o universo sem ajuda.

Deus está presente em toda parte e tem poder ilimitado.

Deus é atemporal. Sempre existiu e sempre vai existir.

Deus é justo, mas também é misericordioso.

É um Deus pessoal e acessível.

Os judeus se consideram parte de uma comunidade global com laços estreitos com outros judeus. Grande parte da fé judaica é baseada nos ensinamentos recebidos no lar e nas atividades em família. A cerimônia de circuncisão, por exemplo, acontece no oitavo dia de vida de um bebê do sexo masculino, seguindo assim as instruções que Deus deu a Abraão, quatro mil anos atrás. Outro exemplo é a refeição do sábado sagrado, que é sempre celebrada em família. Os homens judeus usam a kippa, uma pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações. A sinagoga é a casa de adoração dos judeus. É onde o judeu estuda e ora. A leitura da lei é o significado central de adoração. Os ensinamentos da lei, especialmente para crianças, são intimamente associados com a sinagoga.

Atualmente os Judeus estão envolvidos em um grande conflito no Oriente Médio com os Muçulmanos. Existem muitas explicações para tal hostilidade, mas se há uma explicação bíblica explícita, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão, obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque, Sara (mulher de Abraão), disse para ele mandar embora Ismael. Isto deixou Ismael ainda mais revoltado contra Isaque. Um anjo até profetizou que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos. A religião muçulmana, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou a hostilidade ainda mais profunda.

Os judeus ainda foram envolvidos em outra carnificina, o Holocausto, mas como vítimas. Foi uma prática de perseguição estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os obstáculos que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Dessa forma, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Os maiores culpados por impedirem esse processo seriam eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento do povo judeu da Alemanha. Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar, cuja produção sustentava a Alemanha na 2ª Guerra Mundial.

Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições inumanas, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos. Com o fim da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados, para acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo, quase o triplo de quantos há hoje.


Fontes De Pesquisa


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI141894-EI312,00-Judaismo+a+religiao+monoteista+mais+antiga.html

http://www.suapesquisa.com/judaismo/

http://www.vivos.com.br/314.htm

http://www.gotquestions.org/portugues/Judeus-Arabes-Muculmanos.html

http://www.brasilescola.com/historiag/holocausto.htm


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Olá, alunos e alunas,

Fiquei bastante contente com o resultado do trabalho. Espero que publiquem o mais rápido possível.
1 - Judaísmo. Conseguiram entender o cerne das diversas diásporas. Judeus como cidadãos do mundo
2 -  Budismo. Apreenderam que a religião independe de um livro sagrado e de deuses. O Budismo como uma arte do equilíbrio.
3 - Candomblé. Especificaram a divindade dos orixás e a sua relação com a natureza.
4 - Hinduísmo. Enfatizaram a relação da religião com a ordenação social.
Todos os trabalhos tiveram o empenho de demonstrar a necessidade da tolerância religiosa. Uma vez que, nessa diversidade de crenças, o indivíduo pode escolher uma e não outra. Porém, a base da aceitação de qualquer caminho, antes de ser uma forma para espaços de trincheiras, deverá ser a construção de pontes, as quais possibilitarão, algum dia, enxergarmos apenas o humano que somos.